TALENTO E SUSTENTABILIDADE

O sucesso, na vida e nas empresas, nunca depende apenas do prazer imediato. A fidelização implica que o foco, na gestão da nossa vida e das nossas empresas, seja criar valor “para a vida toda” (long time value). O sucesso das nossas empresas não depende das vendas, mas da repetição das nossas vendas e, estas só acontecem, se adaptarmos os nossos produtos às mudanças do mercado, isto é, se mudarmos quando os nossos clientes mudam.

Os clientes querem proximidade e relação, apesar da digitalização, e exigem que as empresas remunerem o talento, a sociedade e o planeta, tanto ou mais que os acionistas. A sustentabilidade financeira não perde importância, é a base para a geração de riqueza, no entanto, quer a geração quer a distribuição da riqueza têm de considerar a sustentabilidade social e ambiental. O modelo de governo das empresas tem de ser desenhado para cumprir também as responsabilidades sociais e ambientais.

A criação de riqueza depende de uma estratégia bem definida e um modelo de governo que a implemente com eficácia.

 

O NOSSO MODELO DE GOVERNO 

O governo das sociedades do Grupo NOV, começa num Conselho de Administração da holding, que define a estratégia para o Grupo e, nomeia, entre os seus membros ou fora, uma Comissão Executiva (CEGNOV), que assegura a gestão de topo e a implementação da estratégia definida. Esta CEGNOV integra o Conselho de cada uma das sub-holdings detidas e escolhe as Comissões Executivas, sendo o CEO da CEGNOV o Presidente desses conselhos. O modelo replica-se, por princípio, nas empresas detidas por cada sub-holding.

Todas as pessoas envolvidas no governo das nossas sociedades, têm de assinar o nosso código de conduta e gerir pelo exemplo, segundo os valores do Grupo: Ética, Competência, Rigor, Cooperação e solidez.

O planeamento do Grupo é feito a 5 anos e revisto todos os anos, entre setembro e dezembro. O arranque do planeamento é feito em setembro, com a apresentação dos objetivos estratégicos do GNOV, a incorporar nos planeamentos das empresas. A partir daí todas as empresas elaboram os planeamentos, de marketing, recursos humanos, financeiro, TI, entre outros, que enviarão para a CE GNOV até final de novembro para aprovação. Em dezembro a CE GNOV aprova e, em janeiro, os objetivos dos planos estratégicos aprovados serão delegados por toda a hierarquia, através do sistema de avaliação de desempenho (SAD).

O SAD mede o contributo individual na performance global, identifica necessidades de formação a colmatar na Escola de Negócios do GNOV (ENOV).

O plano de harmonização de valores (PHV) mede o cumprimento dos valores do GNVOV nas suas empresas e tem auditoria, no mínimo de 2 em 2 anos. Numa avaliação de 1 a 100, notas abaixo de 60 impedem a empresa de se apresentar publicamente com a nossa imagem.

Concluindo, o nosso modelo é orientado para a criação de riqueza e pressupõe uma organização clara, um plano estratégico que se delega e monitoriza através de um sistema de avaliação e uma cultura, a que estamos vinculados através do código de conduta, e cuja prática deve ser percecionada pelos nossos parceiros, garantia dada pelas auditorias do Plano de Harmonização de Valores (PHV).

 

RIQUEZA PARA DISTRIBUIR

Apresentado o modelo de governo, orientado para a criação de riqueza, faz sentido identificar algumas ações concretas que visam a sustentabilidade financeira dos projetos do GNOV:

  1. Todos os novos investimentos têm de ser avaliados quanto à rentabilidade e à complementaridade estratégica, com negócios atuais. O payback máximo de referência é 8 anos.
  2. A autonomia financeira não deve ser inferior a 30% e o rácio NETDEBT/EBITDA deve ser inferior a 3.
  3. As atividades com resultados negativos em 3 anos seguidos, devem ser especialmente analisadas e encontradas óbvias perspetivas de rentabilização, caso contrário, devem ser descontinuadas.
  4. A constituição de empresas em parceria envolve uma participação mínima do GNOV de 67%.
  5. A inovação com foco na rentabilidade deve ser provada em todos os processos de planeamento.
  6. A melhoria das competências, a segmentação do cliente GNOV por valor e a cooperação interna, para melhorar a venda cruzada de produtos e serviços, são os pilares da nossa política comercial.

A riqueza gerada sustentadamente deve remunerar o risco dos investidores. Sem pôr em causa a estrutura financeira das empresas, o pagamento de dividendos deverá ser natural e frequente. Mas esta riqueza tem mais stakeholders a premiar.

 

PREMIAR O TALENTO

A distribuição de resultados para remunerar o talento, medido através do sistema de avaliação do desempenho (SAD) dos nossos colaboradores é um pilar da nossa política de recursos humanos. Mas há mais:

  1. Sofisticar as competências e gerir para a satisfação com rigor e ética.
  2. Fazer formação à medida na nossa escola, a ENOV.
  3. Admitir com base nas competências de forma inclusiva, sem discriminação de género, raça, religião ou qualquer outra.
  4. A exclusividade é o regime de trabalho, no grupo, vinculada através do código de conduta.
  5. Promovemos o desenvolvimento de carreiras profissionais pelas competências e Intra grupo.
  6. As condições de saúde e segurança dos nossos colaboradores são asseguradas e provadas.
  7. As bolsas de estudo para colaboradores e familiares, o acesso gratuito a medicina geral e descontos especiais em mais de 100 empresas com protocolos com o GNOV, são alguns dos benefícios adicionais para os nossos colaboradores.

Mas não se esgota aqui a distribuição da riqueza gerada. A sustentabilidade global atinge-se quando, além dos acionistas e colaboradores, a riqueza se distribui pela sociedade e pelo planeta.

 

SUSTENTABILIDADE GLOBAL

Uma riqueza sustentada que, logo no processo de produção, se faz com responsabilidades social e ambiental, deve remunerar as comunidades com quem interagimos, devolvendo uma parte do que nos ajudaram a criar, e o planeta, a nossa “casa verde” que merece investimento presente, para alojar o futuro. Apresentamos algumas das muitas ações de remuneração social e ambiental que temos desenvolvido:

  1. Apoio à cultura: Festival de Música em Leiria e Engenho e Arte.
  2. Apoio a várias Associações que promovem a prática desportiva em modalidades como o futebol, o futsal, o andebol, o hóquei, o atletismo, entre outras.
  3. Apoio ao empreendedorismo: participação no capital da Startup Leiria.
  4. Apoio à formação e ligação às universidades: participação no capital e na gestão da Leiria Business school, patrocínio de várias atividades das licenciaturas e mestrados do IPL, do IPT, da Universidade de Coimbra, entre outras.
  5. Apoio aos serviços médicos ao domicílio do Hospital Distrital de Leiria com a NOV Automóveis.
  6. Apoio a várias Instituições de solidariedade social com entrega de cheque anual, através do RL, no projeto “Fazer Bem Olhando a Quem”.
  7. Participação no processo de reflorestação do Pinhal de Leiria com a equipa NOV Turismo.
  8. Descarbonização do nosso setor industrial.
  9. Investimento na produção de energia fotovoltaica.
  10. Monitorização dos consumos energéticos e produção de resíduos, com objetivos anuais de eficiência.

 

A sustentabilidade global garante-se com o melhor de nós, pelo que, será sempre um objetivo em concretização. O objetivo principal da nossa Convenção, TALENTO E SUSTENTABILIDADE, é tornar-nos mais conscientes das nossas responsabilidades Ambientais, Sociais e de Governo (ESG), identificar o que já fazemos, mas, sobretudo, acrescentar novos compromissos, sabendo que a sustentabilidade global, que remunera acionistas, talentos, sociedade e planeta, depende primeiramente da capacidade de gerar e manter riqueza, e esta, não “cai do céu”.

 

Joaquim Paulo Conceição

Presidente da Comissão Executiva